Para que serve
O escore de Wells para TEP transforma achados clínicos em uma estimativa de probabilidade de tromboembolismo pulmonar. Ele evita tanto a imagem desnecessária quanto a alta indevida, definindo quem precisa de D-dímero e quem deve ir direto à angiotomografia.
Como interpretar o resultado
Os itens têm pesos diferentes (1 a 3 pontos). Na versão de dois níveis, escore 4 ou menos torna a TEP improvável (D-dímero costuma resolver) e acima de 4 torna a TEP provável (indica-se imagem). Na versão de três níveis, < 2 é baixa, 2 a 6 intermediária e > 6 alta probabilidade.
Exemplo
Um paciente em que a TEP é o diagnóstico mais provável (3), com frequência cardíaca acima de 100 bpm (1,5) e hemoptise (1) soma 5,5 pontos — TEP provável.
O escore estima probabilidade antes dos exames. A confirmação ou a exclusão da TEP depende do D-dímero e da angiotomografia, interpretados sempre no contexto clínico e hemodinâmico.
Referências
- Wells PS, Anderson DR, Rodger M, et al. Derivation of a simple clinical model to categorize patients probability of pulmonary embolism. Thrombosis and Haemostasis. 2000;83(3):416-420. PMID 10744147.
- Konstantinides SV, Meyer G, Becattini C, et al. 2019 ESC Guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism. European Heart Journal. 2020;41(4):543-603. doi:10.1093/eurheartj/ehz405. PMID 31504429.