Esta página combina referências apresentadas em outras calculadoras. Para os critérios isolados, veja: Wells (TVP) e Wells (TEP).

Wells + d-dímero — apresentação dos critérios publicados

Apresenta o escore Wells (TVP ou TEP) e a interpretação do d-dímero publicada nas diretrizes.

Dados do paciente

Escore de Wells
pontos
anos
D-dímero (opcional)
ng/mL FEU

Como ler o painel

O painel apresenta o escore de Wells (TVP ou TEP) com a estratificação publicada em probabilidade clínica baixa / intermediária / alta (ou nos modelos dicotômicos, provável / improvável). Junto, apresenta a interpretação textual do d-dímero conforme o cutoff publicado (500 ng/mL FEU) e o cutoff ajustado por idade descrito nas diretrizes (idade × 10 para pacientes > 50 anos).

A aplicação clínica dos critérios e a necessidade de exames são decisões do médico assistente. O painel apenas reproduz os critérios e a interpretação publicada — não recomenda exame, não substitui avaliação e não realiza triagem.

D-dímero tem baixa especificidade

O d-dímero é altamente sensível mas pouco específico — eleva-se em infecção, gestação, pós-operatório, neoplasia e diversos contextos não trombóticos. A interpretação isolada do valor laboratorial não tem significado clínico fora do contexto avaliado pelo médico assistente.

Por que avaliar em conjunto

A literatura de tromboembolismo venoso descreve a probabilidade clínica pré-teste e o d-dímero como duas peças de uma mesma estratégia sequencial, e não como testes intercambiáveis. Publica-se que o d-dímero só ganha sentido quando lido depois da estratificação de Wells: em probabilidade baixa ou improvável, um valor negativo é descrito como capaz de reduzir a chance residual de TVP ou TEP; em probabilidade alta, diretrizes descrevem que ele perde utilidade e o raciocínio segue por imagem. Apresentar Wells e d-dímero lado a lado, portanto, é descrito como forma de deixar explícita a ordem da leitura — primeiro a probabilidade clínica, depois o exame — evitando a interpretação isolada de um valor fora de contexto.

O que cada componente mede

Escore de Wells (TVP) pontua sinais e fatores de risco de trombose venosa profunda (câncer ativo, imobilização, edema, dor à palpação do trajeto venoso, entre outros) e estratifica a probabilidade clínica. Detalhes na página do Wells (TVP).

Escore de Wells (TEP) pontua elementos ligados à embolia pulmonar (taquicardia, hemoptise, TVP clínica, diagnóstico alternativo menos provável, etc.), também gerando faixas de probabilidade. Detalhes na página do Wells (TEP).

D-dímero é um produto de degradação da fibrina; a literatura o descreve como marcador sensível, porém inespecífico. O painel apresenta a interpretação frente ao cutoff publicado (500 ng/mL FEU) e ao cutoff ajustado por idade (idade × 10 para maiores de 50 anos) descrito nas diretrizes.

Como a literatura descreve a leitura combinada

As diretrizes da ESC 2019 descrevem algoritmos em que a probabilidade clínica pré-teste, estimada por Wells, precede e condiciona o uso do d-dímero. Publica-se que, em pacientes com Wells de baixa probabilidade ou classificados como "improvável" nos modelos dicotômicos, um d-dímero abaixo do cutoff é descrito como suficiente para tornar o diagnóstico pouco provável sem necessidade imediata de imagem. Diretrizes descrevem ainda o cutoff ajustado por idade como forma de reduzir resultados falso-positivos em idosos, mantendo a sensibilidade relatada. Em probabilidade alta, a literatura descreve que o d-dímero deixa de ser informativo, porque um valor normal não afasta a hipótese com segurança. Revisões descrevem a combinação como uma sequência lógica de decisão publicada, cujos limiares numéricos vêm de estudos de validação e cujo desfecho — investigar por imagem ou não — permanece juízo do médico assistente.

Limitações da avaliação combinada

A literatura descreve que a estratégia sequencial foi validada em populações ambulatoriais e de pronto-socorro, e que seu desempenho pode diferir em gestantes, internados, oncológicos ou em uso de anticoagulante. Publica-se que o d-dímero perde especificidade em inflamação, gravidez, idade avançada e pós-operatório, gerando muitos positivos sem trombose. Os pontos de corte reproduzem valores publicados que dependem do ensaio usado (FEU vs DDU) e da versão do escore. A combinação é descrita como apoio ao raciocínio diagnóstico, não como substituto da avaliação clínica.

Origem dos critérios

Os escores de Wells foram propostos por Wells et al. em publicações para TVP (Lancet, 1997; N Engl J Med, 2003) e para TEP (Ann Intern Med, 1998; 2001). O conceito de cutoff de d-dímero ajustado por idade foi popularizado pelo estudo ADJUST-PE (Righini et al., JAMA, 2014). Os algoritmos que integram probabilidade clínica e d-dímero reproduzidos aqui seguem as 2019 ESC Guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism (Konstantinides et al., European Heart Journal, 2020), detalhadas nas referências abaixo.

Referências

  1. Konstantinides SV, et al. 2019 ESC Guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism. Eur Heart J. 2020;41(4):543-603. doi:10.1093/eurheartj/ehz405.

Perguntas frequentes

Posso interpretar o d-dímero sem calcular o Wells antes?

A literatura descreve que não é a leitura recomendada: o valor do d-dímero ganha sentido depois da probabilidade clínica pré-teste. Um d-dímero isolado, fora do contexto de Wells, é descrito como pouco informativo por causa da baixa especificidade.

Um d-dímero negativo afasta trombose?

Publica-se que, apenas em probabilidade clínica baixa ou "improvável", um d-dímero abaixo do cutoff torna o diagnóstico pouco provável. Em probabilidade alta, diretrizes descrevem que o d-dímero deixa de ser útil. A conclusão cabe ao médico assistente.

O que é o cutoff ajustado por idade?

É um limiar descrito na literatura (idade × 10 ng/mL FEU, para maiores de 50 anos) usado para reduzir falso-positivos em idosos. Foi popularizado pelo estudo ADJUST-PE e é reproduzido aqui apenas de forma descritiva.

Este painel indica se preciso fazer tomografia ou ultrassom?

Não. A página reproduz critérios e faixas publicadas com finalidade educacional. A decisão sobre investigação por imagem, quando aplicável, é do médico assistente.