Esta página combina referências apresentadas em outras calculadoras. Para os critérios isolados, veja: FeNa e FeUreia.

FeNa / FeUreia — faixas interpretativas publicadas

Apresenta a fração de excreção de sódio (FeNa) e ureia (FeUreia) com as faixas interpretativas publicadas na literatura para LRA pré-renal vs NTA.

Dados do paciente

Informe as frações de excreção em %.

Frações de excreção
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Faixas interpretativas publicadas

A literatura descreve, para a lesão renal aguda (LRA), faixas de referência associadas a padrões laboratoriais pré-renal (hipoperfusão) e de necrose tubular aguda (NTA). FeNa < 1% é descrita como padrão pré-renal e FeNa > 2% como padrão NTA. O uso de diurético pode elevar a FeNa, sendo este um fator de confusão reconhecido na literatura.

Para a FeUreia, as faixas publicadas são: < 35% associada a padrão pré-renal e > 50% associada a padrão NTA. Faixas intermediárias e situações com FeNa alta + FeUreia baixa exigem interpretação no contexto clínico.

Padrão laboratorial — não diagnóstico

FeNa e FeUreia apresentam apenas o padrão laboratorial associado a faixas publicadas. O diagnóstico definitivo de LRA pré-renal vs NTA exige contexto clínico, história, exame físico e outros exames complementares — responsabilidade do nefrologista/médico assistente.

Por que avaliar em conjunto

A literatura de lesão renal aguda descreve a FeNa e a FeUreia como duas leituras que apontam para a mesma pergunta — o padrão é pré-renal ou de necrose tubular aguda? — mas por caminhos fisiológicos parcialmente independentes. Publica-se que a FeNa perde confiabilidade em pacientes que receberam diuréticos, situação frequente na LRA, e que a FeUreia foi proposta justamente como alternativa menos sensível ao uso de diurético. Apresentar as duas frações lado a lado é descrito na literatura como forma de comparar padrões e reconhecer discordâncias: quando FeNa e FeUreia apontam direções diferentes, isso é descrito como sinal de que há fatores de confusão em jogo. A leitura conjunta, portanto, é apresentada como um retrato mais rico do que qualquer fração isolada.

O que cada componente mede

FeNa (fração de excreção de sódio) compara o sódio excretado com o filtrado e é descrita como reflexo da avidez tubular por sódio: valores baixos são associados na literatura a hipoperfusão (padrão pré-renal). Detalhes e fórmula na página individual da FeNa.

FeUreia (fração de excreção de ureia) aplica o mesmo raciocínio à ureia, que depende menos do transporte de sódio afetado por diuréticos. A literatura a descreve como leitura mais estável quando o paciente está sob diurético. A fórmula e as faixas estão na página individual da FeUreia. As duas frações usam sódio/ureia urinários e plasmáticos e creatinina como denominador comum.

Como a literatura descreve a leitura combinada

Publica-se que FeNa < 1% é associada a padrão pré-renal e FeNa > 2% a padrão de NTA, enquanto FeUreia < 35% é associada a padrão pré-renal e > 50% a padrão de NTA. A literatura descreve que a FeUreia foi introduzida por Carvounis et al. para os casos em que a FeNa é ambígua — sobretudo sob uso de diurético, em que uma FeNa alta pode coexistir com FeUreia baixa, cenário descrito como sugestivo de padrão pré-renal mascarado. Textos de nefrologia descrevem que nenhuma das frações é diagnóstica isoladamente e que faixas intermediárias exigem interpretação no contexto. Revisões descrevem a leitura conjunta como um exercício de reconhecimento de padrões laboratoriais publicados, cujo objetivo é gerar hipóteses e não firmar diagnóstico. A conclusão sobre a causa da LRA permanece atribuída ao nefrologista ou médico assistente.

Limitações da avaliação combinada

A literatura descreve que ambas as frações têm acurácia limitada e variam com o momento da coleta, o débito urinário e o uso de fármacos. Publica-se que a FeNa pode ser baixa em quadros não pré-renais (contraste, glomerulonefrite, sepse precoce) e alta em pré-renal sob diurético; a FeUreia também sofre influência de nutrição proteica e de diuréticos que atuam sobre a ureia. As faixas reproduzidas vêm de estudos com amostras pequenas e populações selecionadas. Nenhuma fração incorpora sedimento urinário, história ou imagem. A avaliação conjunta é descrita como padrão laboratorial de apoio, não como teste diagnóstico definitivo.

Origem dos critérios

As faixas de FeNa para diferenciação pré-renal vs NTA remontam ao trabalho de Espinel (JAMA, 1976) e Miller et al. (Ann Intern Med, 1978). A FeUreia como alternativa na vigência de diurético foi proposta e validada por Carvounis, Nisar e Guro-Razuman (Kidney International, 2002). As faixas interpretativas reproduzidas nesta página seguem essas publicações, detalhadas nas referências abaixo.

Referências

  1. Carvounis CP, Nisar S, Guro-Razuman S. Significance of the fractional excretion of urea in the differential diagnosis of acute renal failure. Kidney Int. 2002;62(6):2223-9. doi:10.1046/j.1523-1755.2002.00683.x.

Perguntas frequentes

Por que usar a FeUreia se já tenho a FeNa?

A literatura descreve que a FeNa perde confiabilidade sob uso de diurético, muito comum na LRA. A FeUreia foi proposta como leitura menos afetada por diuréticos, útil justamente quando a FeNa é ambígua. As duas são apresentadas de forma comparativa.

FeNa < 1% confirma causa pré-renal?

Não. Publica-se que valores baixos são associados a padrão pré-renal, mas podem ocorrer em outras condições (contraste, glomerulonefrite, sepse precoce). É um padrão laboratorial sugestivo, não um diagnóstico.

O que fazer quando FeNa e FeUreia discordam?

A literatura descreve a discordância como sinal de fatores de confusão — tipicamente uso de diurético. Nesses casos, textos descrevem a interpretação no contexto clínico como necessária, tarefa do nefrologista ou médico assistente.

Este painel dá o diagnóstico da lesão renal?

Não. A página reproduz faixas publicadas com finalidade educacional. O diagnóstico definitivo exige contexto clínico, sedimento urinário, história e outros exames, sob responsabilidade médica.