Para que serve
A osmolaridade plasmática mede a concentração de partículas osmoticamente ativas no plasma. Esta calculadora estima a osmolaridade a partir dos três principais solutos — sódio, glicose e ureia — usando uma fórmula clássica. É útil na avaliação de distúrbios do sódio, estados hiperglicêmicos, suspeita de intoxicações e no cálculo do gap osmolar.
Como interpretar o resultado
A faixa normal da osmolaridade plasmática fica em torno de 285 a 295 mOsm/kg. A diferença entre a osmolaridade medida no laboratório e esta estimativa calculada é o gap osmolar; um gap aumentado (geralmente acima de 10 mOsm/kg) sugere a presença de osmóis não medidos, como o etanol, o metanol ou o etilenoglicol.
Exemplo
Um paciente com sódio de 140 mEq/L, glicemia de 90 mg/dL e ureia de 30 mg/dL tem osmolaridade = (2 × 140) + (90 ÷ 18) + (30 ÷ 6) = 280 + 5 + 5 = 290 mOsm/kg — dentro da faixa normal.
A fórmula assume unidades convencionais (glicemia e ureia em mg/dL) e existem variantes que usam a glicemia e a ureia de outras formas. O valor calculado é apenas uma estimativa; quando há suspeita de intoxicação, compare-o com a osmolaridade medida para obter o gap osmolar.
Referências
- Worthley LIG, Guerin M, Pain RW. For calculating osmolality, the simplest formula is the best. Anaesthesia and Intensive Care. 1987;15(2):199-202. doi:10.1177/0310057X8701500214. PMID 3605570.