Calculadora de Osmolaridade Plasmática

Estime a osmolaridade plasmática a partir do sódio, da glicemia e da ureia do paciente.

Calcular a osmolaridade

Informe o sódio, a glicemia e a ureia do paciente.

Dados laboratoriais
mEq/L
mg/dL
mg/dL
Análise integrada — Distúrbios ácido-base

Combine com ânion gap e sódio corrigido no painel Distúrbios ácido-base e osmolares — gap osmolar útil para detectar álcoois tóxicos.

Para que serve

A osmolaridade plasmática mede a concentração de partículas osmoticamente ativas no plasma. Esta calculadora estima a osmolaridade a partir dos três principais solutos — sódio, glicose e ureia — usando uma fórmula clássica. É útil na avaliação de distúrbios do sódio, estados hiperglicêmicos, suspeita de intoxicações e no cálculo do gap osmolar.

Como interpretar o resultado

A faixa normal da osmolaridade plasmática descrita na literatura fica em torno de 285 a 295 mOsm/kg. A diferença entre a osmolaridade medida no laboratório e esta estimativa calculada é o gap osmolar; publica-se que um gap acima de 10 mOsm/kg pode estar associado à presença de osmóis não medidos, como etanol, metanol ou etilenoglicol.

Osmolaridade = (2 × sódio) + (glicemia ÷ 18) + (ureia ÷ 6)

População validada

A fórmula simplificada descrita por Worthley, Guerin e Pain (1987) foi avaliada em adultos hospitalizados, comparando estimativas calculadas com a osmolalidade medida por crioscopia. O trabalho original publicou que esta forma — somando o dobro do sódio e os equivalentes molares de glicose e ureia — apresentou desempenho comparável a fórmulas mais elaboradas em pacientes adultos. A literatura descreve cautela em situações nas quais a fração aquosa do plasma está alterada (hiperlipidemia, hiperproteinemia) e em populações pediátricas, nas quais a validação publicada é mais restrita.

Entradas, unidades e conversões

A calculadora usa sódio em mEq/L (faixas habitualmente reportadas entre 120 e 160), glicemia em mg/dL (sanity range comum 40 a 800) e ureia em mg/dL (faixa habitual 5 a 200). Os divisores 18 e 6 convertem mg/dL em mmol/L para a glicose (massa molar 180) e para a ureia (massa molar 60, considerando uma molécula de ureia com dois átomos de nitrogênio). Quando o resultado laboratorial é fornecido como BUN (mg/dL), a literatura descreve o divisor 2,8 em vez de 6.

Fórmula e cálculo passo a passo

Osmolaridade (mOsm/kg) = (2 × Na⁺) + (glicemia ÷ 18) + (ureia ÷ 6)

Onde Na⁺ é o sódio sérico em mEq/L (multiplicado por 2 para refletir o ânion acompanhante), glicemia ÷ 18 converte mg/dL em mmol/L e ureia ÷ 6 converte mg/dL em mmol/L. A sequência publicada é: (1) confirmar unidades das três variáveis; (2) multiplicar o sódio por 2; (3) dividir a glicemia por 18; (4) dividir a ureia por 6; (5) somar os três termos. Exemplo trabalhado: sódio 140 mEq/L, glicemia 90 mg/dL, ureia 30 mg/dL → (2 × 140) + (90 ÷ 18) + (30 ÷ 6) = 280 + 5 + 5 = 290 mOsm/kg, valor que cai dentro da faixa normal descrita.

Limitações conhecidas

A literatura descreve que a fórmula assume unidades convencionais e composição plasmática preservada. Erros comuns publicados incluem inserir glicemia ou ureia em mmol/L sem ajustar os divisores, confundir ureia com BUN (que exige divisor 2,8) e aplicar a fórmula em amostras com pseudo-hiponatremia por hiperlipidemia ou hiperproteinemia, situação na qual o sódio plasmático medido por fotometria de chama não reflete a osmolalidade real. Em suspeita de intoxicação por álcoois tóxicos, a literatura descreve que a estimativa calculada deve ser comparada com a osmolalidade medida (gap osmolar) e que a própria fórmula não detecta esses solutos.

Fórmulas alternativas e comparação

Publica-se diversas variantes: Smithline e Gardner (1976) propuseram 2×Na + glicose/18 + BUN/2,8; Dorwart e Chalmers (1975) acrescentam um termo aditivo; Bhagat e colaboradores incluem etanol. Worthley e colaboradores (1987) demonstraram que a forma simplificada apresentou desempenho semelhante a variantes mais extensas em pacientes adultos. A literatura descreve que, quando há ingestão conhecida de etanol, costuma-se somar etanol (mg/dL) ÷ 4,6 ao cálculo.

Origem e versão

A fórmula implementada aqui é a forma simplificada publicada por Worthley LIG, Guerin M, Pain RW em Anaesthesia and Intensive Care, 1987;15(2):199-202 (doi:10.1177/0310057X8701500214; PMID 3605570). A versão implementada usa sódio em mEq/L e glicemia/ureia em mg/dL, com divisores 18 e 6, conforme descrito no artigo original.

Casos de teste

Cenários verificados contra a fórmula publicada: (1) Na 140, glicemia 90, ureia 30 → 280 + 5 + 5 = 290 mOsm/kg; (2) Na 145, glicemia 180, ureia 60 → 290 + 10 + 10 = 310 mOsm/kg; (3) Na 125, glicemia 72, ureia 12 → 250 + 4 + 2 = 256 mOsm/kg. Verificada contra exemplos numéricos descritos em Worthley et al. (1987); reporte discrepâncias pelo e-mail editorial.

Perguntas frequentes

O que faço se o resultado parecer errado? A literatura descreve que valores muito divergentes do esperado geralmente refletem unidades incorretas — confirme se a glicemia e a ureia estão em mg/dL e se o valor digitado para ureia não é BUN (que exige divisor 2,8).

Posso usar em crianças? A validação publicada concentra-se em adultos hospitalizados; a aplicação pediátrica é descrita com menor robustez na literatura citada.

Por que esta fórmula e não outra? Worthley et al. (1987) publicaram que a forma simplificada apresentou desempenho comparável a variantes mais extensas, mantendo o cálculo prático à beira do leito.

O resultado substitui a osmolalidade medida? Não — a literatura descreve que o cálculo é uma estimativa e que o gap osmolar exige a osmolalidade medida por crioscopia.

Como considero o etanol? Publica-se a soma do termo etanol (mg/dL) ÷ 4,6 ao cálculo quando a ingestão é conhecida e quantificada.

Limitações

A fórmula assume unidades convencionais (glicemia e ureia em mg/dL) e existem variantes que usam a glicemia e a ureia de outras formas. O valor calculado é apenas uma estimativa; quando há suspeita de intoxicação, a literatura descreve que ele deve ser comparado com a osmolaridade medida para obter o gap osmolar.

Referências

  1. Worthley LIG, Guerin M, Pain RW. For calculating osmolality, the simplest formula is the best. Anaesthesia and Intensive Care. 1987;15(2):199-202. doi:10.1177/0310057X8701500214. PMID 3605570.