Como ler o painel
A matriz KDIGO cruza dois eixos: o estágio da TFG (G1 a G5, das linhas) com a categoria de albuminúria (A1 a A3, das colunas). A cor da célula resume o risco de progressão da doença renal crônica e de desfechos cardiovasculares:
- Verde: risco baixo — monitoramento anual.
- Amarelo: risco moderado — reavaliar a cada 6 meses, controle de fatores de risco.
- Laranja: risco alto — reavaliação trimestral e encaminhamento ao nefrologista.
- Vermelho: risco muito alto — encaminhamento urgente; planejar terapia substitutiva quando indicada.
Por que combinar TFG e UACR
Um paciente com TFG normal (G1) mas albuminúria grave (A3) já é alto risco — algo que a TFG sozinha não revelaria. Da mesma forma, um paciente com TFG levemente reduzida (G2) e sem albuminúria (A1) permanece em risco baixo. É a combinação que define o prognóstico, a frequência de reavaliação e a hora de encaminhar ao nefrologista.
O diagnóstico de DRC exige que as alterações da TFG ou da albuminúria persistam por pelo menos 3 meses. Um único exame anormal indica investigação, mas não fecha diagnóstico.
Referências
- Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) CKD Work Group. KDIGO 2012 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International Supplements. 2013;3:1-150.
- KDIGO 2024 Clinical Practice Guideline for the Evaluation and Management of Chronic Kidney Disease. Kidney International. 2024;105(4S):S117-S314. doi:10.1016/j.kint.2023.10.018.